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Aldeias Históricas

 

O tempo é curto. Neste segundo dia optamos por Belmonte, Sortelha e Monsanto. Ficam 6 aldeias de fora. Um bom motivo para voltarmos um dia...

Podem consultar tudo sobre as aldeias e planear o vosso passeio em http://www.aldeiashistoricasdeportugal.com .

Aldeias Históricas

Começamos por Sortelha. Calcorreamos a muralha sem medo da altura, entramos no castelo e brincamos que ele era nosso e ela era uma rainha... almoçamos por lá, umas bifanas que não são à moda do Porto. Em Roma sê Romano.

 

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Seguimos para Belmonte. De imediato surge o castelo. Estacionamos e vamos a pé. Infelizmente, era Domingo e os Museus estavam fechados. Sabendo que os Portugueses que tiram férias cá dentro o fazem nas pausas da escola, fins de semanas e feriados, os museus deviam estar abertos nestas datas. Fica muito por ver!

 

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Fizemos mais 130 quilómetros (ida e volta) mas tínhamos de ir a Monsanto. Valeu a pena. Apelidada de "aldeia mais portuguesa de Portugal", merece o título: empoleirada numa encosta granítica, as casas surgem apertadas entre enormes penedos, com minúsculos quintais e hortas separados por muros de pedra e ladeiras talhadas na rocha viva e que se fundem com ela. 

O carro ficou cá em baixo na vila. Ordens da polícia. Querem subir têm de o fazer na carreira gratuita que a Junta de Freguesia disponibiliza. Gostamos da ideia. Se a aldeia se encontra muito bem preservada deve-se a medidas como estas.

 

Sugestão de percurso:

antes ainda de entrar na aldeia de Monsanto, observar a magnífica paisagem que se desfruta do baluarte, que hoje se utiliza como paragem da carreira. 

Poucos metros adiante, encontra-se a Igreja Matriz. Provavelmente construída no século XV, teve reforma no século XVIII, mas mantém na fachada elementos mais antigos, como o portal românico. No seu interior podem ainda admirar-se imagens e altares muito bonitos, em especial o Altar-mor com um magnífico trabalho em talha dourada.

Siga até ao Largo do Pelourinho, pela Rua da Capela onde se situa a Antiga Adega e um pouco mais à frente a Pousada de Monsanto. Também denominado de Largo da Misericórdia, o largo onde se encontra o Pelourinho e a Antiga Capela do Socorro é como que fechado pela Igreja da Misericórdia. Com características essencialmente românicas, esta igreja sofreu algumas remodelações.

Suba até à Torre do Relógio ou de Lucano. No cimo está a Réplica do Galo de prata, símbolo da atribuição do título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal a Monsanto. Aproveite para se sentar nos bancos que dão para uma vista espectacular sobre a planície de Idanha. Volte à Igreja da Misericórdia e, seguindo pelas suas traseiras desça a Rua do Relógio até à Capela e à Porta de Santo António. De regresso à Porta de Santo António, pode ver perto do Cemitério, a Capela de Santo António, do século XVI, com uma abóbada gótica na capela-mór.

Suba à direita pela Rua de Santo António e na Rua da Barreira Quebrada, siga a direcção dos alpendres e de um Passo da Via Sacra. Suba até à Fonte do Ferreiro onde um pequeno azulejo afirma que “A água desta nascente matou a sede a obscuros heróis”. Em frente à casa número 13 suba à direita para o Castelo. Pelo caminho encontrará uma Gruta e, junto do Forno Comunitário, um miradouro natural da campina e do casario de Monsanto que se estende pela encosta. Para ver ainda existe a "Casa de Uma Só Telha" com uma particularidade: a cobertura é uma rocha granítica. Devido às características da região era frequente fazer-se este tipo de aproveitamento.

Suba a Rua do Castelo. A antiga fortificação de Monsanto apresentava duas portas: a Porta da Traição e a Principal. Esta última situada junto à Casa do Guarda tinha acesso em "L" e arcos de volta perfeita. O castelo apresenta, tal como toda a povoação, adaptações às irregularidades do piso.

No interior do recinto amuralhado do Castelo, encontra-se a "Cisterna", no centro de um polígono delimitado pela Torre de Menagem, pela Casa dos Governadores e pela Igreja de Santa Maria do Castelo. Esta é resultado de uma reconstrução de um anterior edifício religioso da Ordem dos Templários. Em Maio é palco da Festa de Santa Cruz, em memória de um cerco a que a povoação resistiu. Consta que a população fez rolar encosta abaixo uma vitela recheada de trigo, enganando o invasor que levantou o cerco por pensar que existiriam víveres em abundância.

Fora do recinto amuralhado encontra-se a Capela de São João, da qual resta apenas um arco junto à muralha, e a Capela de São Miguel. Construção do século XII/ XIII, de características românicas, tem em redor das ruínas algumas sepulturas escavadas na rocha. No século XVI o templo encontrava-se no meio do casario.

Fora das muralhas existem os vestígios da Torre do Pião , ponto de vigia do período medieval (século XII).
Volte a descer a Rua de Santa Maria do Castelo. Na esquina onde se situa a casa onde Fernando Namora exerceu medicina, siga a esquerda até ao Miradouro e desça na direcção da Torre do Lucano.

Antes de aqui chegar, vire pela ruela à direita que desemboca no Largo do Pelourinho, onde deverá subir para a Rua do Castelo. Vire à esquerda para a Rua Marquês da Graciosa onde funciona a Junta de Freguesia.
Situado na rua com o mesmo nome, o Solar do século XVIII, que pertenceu à família de Giraldes de Andrade, Alcaide-Mor de Monsanto, é actualmente o local do Posto de Turismo. O Solar da Família Pinheiro é do século XVIII. Situado na Rua do Marquês da Graciosa tem na fachada uma fonte, o Chafariz do Mono. Desça pelas traseiras da Pousada de Monsanto até ao amplo Largo do Cruzeiro. Aqui, perto do cruzeiro que da nome ao Largo encontra se o Chafariz da Fonte Nova. Daí, descendo a Rua Fernando Namora encontrará à esquerda uma casa de habitação que tem a particularidade de ter sido habitada por este médico-escritor famoso e situar se próximo do Chafariz do Meio.

Um pouco mais à frente está a Capela do Espírito Santo. Com características renascentistas e mandada construir no século XVI, a capela apresenta uma pequena torre sineira e está adossada a uma das portas da vila: o Arco de São Sebastião ou do Espírito Santo, que se encontra junto de uma guarita abandonada.

 

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Acabou o tempo. Temos de voltar a casa, à escola, ao trabalho. Vamos felizes e cheios de força para enfrentar a rotina. Vamos com certeza mais ricos.

 

 

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